O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) desembolsou R$ 9,6 milhões em indenizações para 36 desembargadores e 321 juízes, utilizando recursos oriundos de um polêmico contrato com o Banco de Brasília (BRB). A informação foi divulgada pelo desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, então presidente do TJ, em uma sessão no dia 28 de janeiro. Além das indenizações, foram pagos também R$ 6,8 milhões em ‘vantagens eventuais’, levantando suspeitas sobre a legalidade e a fonte dos recursos.
Froz Sobrinho justificou a transferência de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais do Banco do Brasil para o BRB como uma forma de aumentar a rentabilidade. Ele afirmou que a remuneração da conta no BRB quase triplicou em comparação ao que era pago pelo Banco do Brasil. Essa decisão, no entanto, gerou críticas de outros magistrados, que classificaram a migração como arriscada, levando Froz Sobrinho a afirmar que a responsabilidade pela gestão dos recursos era dele.
Em meio a essa situação, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a gestão do BRB e possíveis irregularidades associadas à compra do Banco Master, que envolvem indícios de descumprimento de normas de transparência. A auditoria interna do BRB já havia identificado problemas na gestão anterior e comunicado as autoridades competentes. A situação destaca as preocupações sobre a movimentação financeira e a integridade do sistema judiciário no estado.

