Em entrevista a diversos jornais europeus, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que as “ameaças” comerciais e as “intimidações” dos Estados Unidos “não terminaram”. Ele fez um apelo por um despertar europeu e criticou a reação dos líderes europeus após a crise das tarifas com Donald Trump, advertindo que a Europa deve estar atenta a novas ameaças. “Quando saímos do pico da crise, houve uma espécie de alívio covarde, mas não acreditem que isso acabou”, declarou Macron.
Macron enfatizou a importância da proteção da indústria europeia sem recorrer ao protecionismo, propondo uma “preferência europeia” em setores estratégicos, como tecnologias limpas e automóveis. O presidente também criticou o acordo de livre comércio com o Mercosul, considerando-o “ruim e mal negociado”, e defendeu a necessidade de acordos que respeitem o clima e promovam o desenvolvimento econômico.
Além de discutir as relações comerciais, Macron abordou a questão da Rússia, desejando que o diálogo com Vladimir Putin ocorra de forma coordenada entre os europeus. Embora tenha mencionado a retomada de canais de comunicação, ele afirmou que a Rússia não está interessada na paz neste momento, ressaltando a importância de manter um diálogo construtivo e estratégico.

