O líder opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa foi preso novamente poucas horas após sua libertação, o que gerou fortes reações da oposição. María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz e uma das principais vozes contrárias ao governo, afirmou que Guanipa foi ‘sequestrado’ por agentes do governo em Los Chorros, Caracas. O partido Primeiro Justiça, do qual Guanipa é líder, também denunciou o ocorrido como um ato de repressão, responsabilizando autoridades governamentais pela segurança do político.
Guanipa havia sido libertado no final de semana após uma série de solturas de presos políticos promovidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez. No entanto, o Ministério Público venezuelano alegou que o político violou os termos de sua soltura, sem fornecer detalhes sobre a suposta infração. Após sua detenção, a Procuradoria-Geral solicitou ao tribunal a imposição de um regime de prisão domiciliar para Guanipa.
A tensão política na Venezuela continua alta, especialmente após a intervenção dos Estados Unidos em janeiro, que resultou na libertação de centenas de prisioneiros. O governo interino alega que as libertações são gestos de boa fé, mas organizações de direitos humanos contestam os números apresentados, indicando que a situação dos presos políticos no país ainda é crítica.

