Leilão de energia enfrenta descontentamento devido a preço-teto estabelecido pelo MME

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, com data marcada para 18 de março, está gerando insatisfação entre as empresas do setor energético. O preço-teto estabelecido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de R$ 1,12 milhão por MW/ano, foi aprovado pela Aneel nesta terça-feira, 10, e é visto como insuficiente para cobrir os custos básicos necessários para a operação das usinas termelétricas.

Diversas empresas manifestaram preocupação com a viabilidade de sua participação no leilão, argumentando que os valores não são compatíveis com as exigências do mercado. Isso levanta o risco de que a falta de interesse das empresas possa prejudicar o objetivo do leilão, que é garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro, essencial para o suprimento de energia nos próximos anos.

A pressão sobre o MME para revisar os preços-teto é crescente, uma vez que a realização do leilão pode impactar diretamente a capacidade de contratação de energia necessária no Brasil. O descontentamento do setor elétrico destaca a importância de um diálogo entre as partes envolvidas para encontrar soluções que atendam tanto às demandas do mercado quanto às necessidades do sistema energético nacional.

Compartilhe esta notícia