Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica com foco no combate ao narcotráfico

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Neste domingo, Laura Fernández foi eleita presidente da Costa Rica, conquistando 48,3% dos votos em uma eleição marcada pela promessa de uma abordagem rigorosa contra o narcotráfico. A cientista política de 39 anos venceu no primeiro turno, superando em oito pontos seu oponente, o social-democrata Álvaro Ramos. Sua vitória é vista como um reflexo da crescente preferência por líderes de direita na América Latina, especialmente em um país que historicamente se destacou pela segurança e estabilidade.

Em seu discurso de vitória, Fernández se autodenominou uma “democrata convicta” e prometeu que não permitirá o autoritarismo. Contudo, suas propostas de reforma do sistema judiciário têm gerado controvérsias, levando opositores a questionar suas intenções e compará-la ao presidente salvadorenho, Nayib Bukele. A futura presidente, que tomará posse em 8 de maio, planeja implementar medidas severas contra o crime, incluindo a construção de uma grande prisão inspirada no modelo de Bukele, que tem sido criticado por abusos de direitos humanos.

A vitória de Fernández não apenas representa um marco na política costarriquenha, mas também sinaliza um desdobramento da direita na região, que já ganhou força em países como Chile e Peru. Críticos temem que sua administração possa minar a democracia e silenciar vozes dissidentes, enquanto defensores argumentam que sua abordagem é necessária diante do aumento da violência e da influência do narcotráfico. A atenção agora se volta para como ela governará e que medidas tomará para equilibrar a segurança e os direitos civis no país.

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