Em uma coletiva de imprensa realizada em Milão, a presidente do Comitê Olímpico Internacional, Kirsty Coventry, declarou que está monitorando referências a membros da entidade nos documentos relacionados ao caso do bilionário Jeffrey Epstein. A afirmação se dá após a divulgação de mensagens entre Casey Wasserman, chefe do comitê organizador das Olimpíadas de Los Angeles 2028, e Ghislaine Maxwell, envolvida em um esquema de prostituição infantil. Coventry afirmou que ainda não contatou Wasserman para discutir as menções a ele nos arquivos.
A recente liberação de mais de 3 milhões de páginas de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxe à tona detalhes sobre Wasserman, que enviou mensagens insinuantes a Maxwell em 2003. Apesar de lamentar a troca de correspondências, Wasserman nega qualquer relação pessoal ou comercial direta com Epstein, embora tenha participado de uma viagem em um avião do financista em 2002. O caso de Epstein, condenado em 2008 por crimes sexuais, continua a repercutir, especialmente com suas conexões de alto nível.
As implicações dessas revelações são significativas para o Comitê Olímpico Internacional e podem afetar a reputação de seus membros. A vigilância de Coventry reflete uma preocupação com a transparência e a integridade da organização em um momento em que a confiança pública é crucial. A continuidade da investigação e a eventual repercussão nos jogos de 2028 em Los Angeles permanecem incertas, mas certamente serão acompanhadas de perto pela mídia e pelo público.

