A Kering, controladora da Gucci, informou nesta terça-feira (10) que espera um retorno ao crescimento em 2026, mesmo após registrar mais um trimestre de queda nas vendas. No primeiro trimestre, a Gucci, principal marca do grupo, apresentou um desempenho fraco sob a direção do novo CEO, Luca de Meo, que assumiu a liderança com a missão de reestruturar a empresa. As vendas do quarto trimestre caíram 3%, totalizando 3,9 bilhões de euros (US$ 4,64 bilhões), ligeiramente acima das estimativas de mercado.
Luca de Meo reconheceu que 2025 não foi o ano desejado para a Kering, com uma queda de 10% nas vendas, totalizando 14,7 bilhões de euros, e um recuo de 33% no lucro operacional recorrente. O CEO está implementando medidas para reduzir a alavancagem financeira, incluindo a venda do segmento de beleza para a L’Oréal, com o objetivo de focar no core business da moda e reavivar o desejo dos consumidores pelas marcas do grupo.
Além disso, a nomeação de Demna como diretor artístico da Gucci visa revitalizar a marca e impulsionar as vendas. O mercado aguarda ansiosamente os primeiros resultados das estratégias de De Meo, que se comprometeu a adotar uma abordagem direcionada para promover o crescimento das marcas, incluindo novos investimentos em setores como bem-estar e longevidade, com detalhes adicionais a serem revelados em abril.

