O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou no último sábado que o ex-príncipe Andrew deveria depor diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos. A declaração segue novas revelações sobre os vínculos do ex-príncipe com o falecido financista Jeffrey Epstein, incluindo e-mails que indicam comunicação regular entre eles após a condenação de Epstein por crimes sexuais. Starmer fez a afirmação durante uma viagem ao Japão, enfatizando a necessidade de justiça para as vítimas.
Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA incluem e-mails que mostram que Andrew manteve contato com Epstein por mais de dois anos após sua condenação, além de fotos que levantam novas alegações sobre encontros. Uma mulher não identificada afirmou ter sido enviada ao Reino Unido para um encontro sexual com Andrew em 2010, o que representa uma nova acusação em meio a um contexto já complicado. Andrew sempre negou quaisquer irregularidades e não respondeu imediatamente a solicitações de comentários sobre as novas alegações.
Starmer insistiu que qualquer pessoa com informações relevantes deve estar disposta a compartilhá-las para ajudar as vítimas, reiterando a importância da transparência nesse caso. A pressão para que Andrew depusesse aumentou, especialmente após as novas revelações. O ex-príncipe, que agora usa o sobrenome Mountbatten-Windsor, enfrenta um cenário jurídico e público cada vez mais desafiador, em meio a um histórico conturbado envolvendo Epstein.

