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Justiça do Rio revoga prisão de turista argentina por injúria racial

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu revogar, no final da tarde desta sexta-feira, 6, a prisão preventiva da advogada e influencer argentina Agostina Paez, que havia sido detida pela manhã. Ela é acusada de injúria racial em um incidente ocorrido no dia 14 de janeiro em Ipanema, onde teria ofendido quatro funcionários de um bar. A liberação ocorreu na delegacia onde estava custodiada após um mandado de prisão expedido pela 37ª Vara Criminal da capital.

O crime foi registrado em vídeo pela própria vítima, que relatou ter sido alvo de xingamentos racistas durante uma discussão sobre a conta. O material foi analisado pela Polícia Civil, que coletou testemunhos e evidências que esclareceram a dinâmica do ocorrido. A defesa de Paez argumentou que os gestos interpretados como ofensivos eram meras brincadeiras, enquanto o Ministério Público havia solicitado a prisão preventiva por risco de fuga da acusada.

O caso, que está em segredo de Justiça, levanta preocupações sobre a resposta do sistema judiciário a atos de racismo. A pena para injúria racial, segundo a legislação brasileira, varia de dois a cinco anos de prisão. A revogação da prisão preventiva pode provocar debates sobre a eficácia das medidas cautelares e a proteção das vítimas em casos de racismo.

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