O julgamento que envolve as gigantes da tecnologia Instagram e YouTube teve início na última segunda-feira, 9, em um tribunal civil de Los Angeles, Califórnia. A ação judicial busca estabelecer um precedente sobre a responsabilidade das redes sociais pelos impactos de suas plataformas na saúde mental de crianças e adolescentes. Um júri popular avaliará se as plataformas foram projetadas para gerar dependência em usuários menores de idade.
A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada como Kaley G.M., que afirma ter sofrido danos psicológicos significativos após se tornar dependente das redes sociais. Inicialmente, a ação incluía quatro plataformas, mas Snapchat e TikTok fecharam acordos extrajudiciais com a família da autora antes do início do julgamento. Assim, os réus permanecentes são a Meta Platforms, controladora do Instagram, e a Alphabet, dona do Google e do YouTube.
Durante a abertura do julgamento, o advogado dos demandantes, Mark Lanier, acusou as empresas de terem criado plataformas com o objetivo de estimular o vício. Ele apresentou documentos internos que sugerem que o engajamento excessivo entre os jovens era um componente central do modelo de negócios. O caso é considerado indicativo e pode abrir precedentes jurídicos para ações semelhantes em todo o país.

