Japão descobre terras raras em missão inovadora no oceano profundo

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

No dia 2 de fevereiro de 2026, o Japão anunciou a recuperação de sedimentos contendo terras raras a uma profundidade de 6 mil metros, durante uma missão de teste realizada pelo navio de perfuração Chikyu. Essa é a primeira tentativa no mundo de explorar esses minerais valiosos em águas profundas, refletindo os esforços do país para reduzir sua dependência da China, a maior fornecedora global de terras raras.

O porta-voz do governo japonês, Kei Sato, destacou a importância da descoberta, que pode garantir uma cadeia de suprimentos doméstica para indústrias-chave. A região ao redor da ilha Minami Torishima é considerada uma das maiores reservas de terras raras do mundo, com estimativas de mais de 16 milhões de toneladas desses minerais. No entanto, essa exploração também levanta preocupações ambientais, uma vez que a mineração em alto-mar pode impactar ecossistemas marinhos delicados.

A possibilidade de extração contínua de terras raras é vista como uma estratégia crucial para fortalecer a segurança econômica do Japão. Com a crescente pressão da China sobre o fornecimento desses minerais, a missão japonesa pode ter implicações significativas para a geopolítica regional. Ao mesmo tempo, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos busca regular a mineração em grandes profundidades, evidenciando o dilema entre exploração econômica e proteção ambiental.

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