Janeiro de 2026: Calor extremo no hemisfério sul e frio intenso no norte

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

O mês de janeiro de 2026 registrou temperaturas entre as mais altas da história, com uma média de 12,95°C, tornando-se o quinto janeiro mais quente desde o início das medições. Este dado foi apresentado pelo observatório europeu Copernicus em seu relatório divulgado em 10 de fevereiro. O fenômeno é notável, pois ocorre simultaneamente a uma onda de frio intenso no hemisfério norte, onde a Europa enfrentou seu janeiro mais frio desde 2010, com temperaturas médias de -2,34°C.

O Copernicus destacou que o hemisfério sul, incluindo países como Austrália, Chile e regiões da Patagônia, enfrentou recordes de calor e incêndios florestais. A vice-diretora do serviço de mudança climática do Copernicus, Samantha Burgess, enfatizou que os eventos climáticos extremos em diferentes partes do mundo são um forte lembrete das complexidades do sistema climático global.

Além dos dados alarmantes sobre o aquecimento global, o relatório também menciona a reação do presidente dos EUA, Donald Trump, que fez comentários sobre o aquecimento global em resposta às ondas de frio. O contraste entre as temperaturas extremas nos dois hemisférios ilustra a necessidade urgente de ação em relação às mudanças climáticas.

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