Irã propõe negociações com EUA sobre programa nuclear e tensões crescem

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu a abertura de negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear da República Islâmica, durante uma declaração feita nesta segunda-feira (2). A solicitação segue uma manifestação de otimismo do presidente americano, Donald Trump, que expressou a esperança de um acordo que possa evitar uma intervenção militar. As conversas estão sendo mediadas por países da região, como Egito, Arábia Saudita e Turquia.

A pressão sobre o governo iraniano aumentou desde janeiro, quando uma onda de protestos contra o custo de vida se transformou em um movimento mais amplo contra o regime teocrático vigente desde 1979. Enquanto isso, o porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou que os detalhes do processo diplomático estão sendo finalizados, mas negou que o Irã tenha recebido qualquer ultimato dos Estados Unidos. A situação é complicada por um histórico de desconfiança em relação ao programa nuclear iraniano, com os EUA exigindo a renúncia ao enriquecimento de urânio, algo que Teerã recusa, citando seu direito sob o Tratado de Não Proliferação Nuclear.

As implicações dessa proposta de diálogo são significativas, especialmente em um contexto de crescente repressão interna no Irã, onde milhares foram detidos durante os protestos. Além disso, a tensão se intensifica com a detenção de estrangeiros acusados de participar dos distúrbios. O cenário político e social no Irã continua a ser volátil, levantando preocupações sobre uma possível escalada de conflitos na região, enquanto as autoridades iranianas buscam deslegitimar as críticas externas, alegando interferência dos EUA e Israel nos distúrbios.

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