O Irã anunciou a autorização para que mulheres possam obter carteiras de habilitação para motocicletas, conforme reportado pela imprensa local nesta quarta-feira, 4 de fevereiro. A decisão, assinada pelo primeiro vice-presidente Mohammad Reza Aref, encerra um período de incerteza legal, onde, apesar de não haver proibição explícita, as autoridades se recusavam a emitir as licenças. A nova resolução estabelece que a polícia de trânsito deve oferecer treinamento prático e supervisionar exames para as solicitantes.
Essa mudança ocorre em um momento de crescente descontentamento social, especialmente após uma onda de protestos que resultou em milhares de mortes. Embora o governo iraniano reconheça mais de 3.000 fatalidades, ONGs afirmam que esse número é muito maior e que a maioria das vítimas eram manifestantes. O caso de Mahsa Amini em 2022, que desencadeou protestos em massa, evidencia a luta contínua das mulheres contra diversas restrições sociais no Irã.
As reações à nova legislação variam, com algumas mulheres expressando que a mudança é tardia e não aborda os problemas mais críticos enfrentados pela sociedade. As mulheres no Irã têm desafiado as restrições ao pilotar motocicletas, e o aumento dessa prática reflete uma busca por maior liberdade. A decisão pode ser vista como um pequeno avanço em um contexto onde as questões de direitos humanos e igualdade de gênero permanecem em debate acirrado.

