O governo do Irã anunciou, em 4 de fevereiro de 2026, a autorização para que mulheres tirem carteiras de habilitação para pilotar motocicletas, encerrando anos de ambiguidade na legislação de trânsito. Essa decisão, divulgada pela imprensa local, representa um passo significativo em um contexto de restrições aos direitos das mulheres no país, onde a prática de conduzir motocicletas por mulheres era comum, mas não oficialmente reconhecida.
A mudança foi sancionada pelo vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, que assinou uma resolução que visa esclarecer o Código de Trânsito. Agora, a polícia de trânsito deverá fornecer treinamento prático e supervisionar os exames para as candidatas, garantindo a emissão das carteiras. Este desenvolvimento ocorre em um período delicado, marcado por protestos contra o governo e um aumento das tensões sociais, especialmente após os eventos envolvendo a morte de Mahsa Amini em 2022, que geraram uma onda de mobilizações populares.
Embora a nova medida seja vista como um avanço, muitas mulheres, como Saina, expressam que a questão da habilitação para motocicletas não é a prioridade diante das diversas restrições sociais que ainda enfrentam. Desde a Revolução Islâmica de 1979, as mulheres no Irã têm lutado contra normas rígidas, e a recente autorização pode não ser suficiente para atender às suas demandas por liberdade e igualdade. A expectativa é que essa mudança impulsione um debate mais amplo sobre os direitos femininos no país.


