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Irã limita negociações com EUA ao programa nuclear em encontro em Omã

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Irã anunciou que as conversas com os Estados Unidos, agendadas para esta sexta-feira (6) em Omã, devem se concentrar apenas em seu programa nuclear. Esta decisão ocorre em um contexto de tensões geopolíticas, onde Washington deseja incluir discussões sobre os mísseis balísticos iranianos. Desde o início de 2025, os dois países tentaram dialogar com a mediação de Omã, mas a situação se deteriorou após um ataque militar americano a instalações nucleares no Irã em junho do mesmo ano.

Além do foco restrito nas questões nucleares, a proposta iraniana reflete a preocupação de Teerã em preservar seu direito à energia nuclear civil, conforme estipulado no Tratado de Não Proliferação. A situação é ainda mais complexa com a suspeita dos Estados Unidos e de seus aliados ocidentais de que o Irã visa desenvolver armas nucleares, uma alegação que o país nega. Especialistas indicam que o enriquecimento de urânio a 60% pode ter implicações militares, aumentando as pressões sobre o governo iraniano para um acordo mais rigoroso.

As negociações em Omã podem representar um passo crucial para a estabilidade regional, mas a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos complica o cenário. A insistência americana em abordar essa questão, especialmente diante da crescente influência militar do Irã na região, sugere que os desdobramentos poderão impactar as relações entre as potências do Oriente Médio. Assim, a comunidade internacional aguarda ansiosamente os resultados desse encontro, que podem definir o futuro das políticas nucleares e de segurança na região.

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