Na última sexta-feira, 1º de fevereiro, o Parlamento do Irã tomou a decisão de classificar as forças armadas dos países membros da União Europeia como organizações terroristas. Esta medida surge em resposta à recente classificação do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) pela União Europeia, que ocorreu em 29 de janeiro, quando o bloco europeu adotou uma postura similar em relação à principal força militar iraniana.
O reconhecimento das forças armadas da UE como terroristas reflete uma postura de reciprocidade do Irã diante das ações europeias, o que pode acirrar ainda mais as tensões diplomáticas entre Teerã e os países do bloco. A decisão do Parlamento não só agrava a situação atual, mas também sinaliza uma deterioração nas relações entre o Irã e a Europa, que já vinham sendo marcadas por desentendimentos e conflitos de interesse.
Com essa nova resolução, o governo iraniano demonstra sua disposição em responder a ações percebidas como hostis, e os desdobramentos dessa medida podem afetar as negociações futuras e o cenário de segurança na região. A escalada de hostilidade repercute em um ambiente geopolítico já tenso, onde as interações entre o Irã e a União Europeia poderão enfrentar novos desafios.

