A divulgação de documentos judiciais em janeiro de 2024 levantou questionamentos sobre a origem da fortuna de Jeffrey Epstein, que era estimada em quase US$ 600 milhões na época de sua morte em 2019. O financista, acusado de liderar um esquema de exploração sexual, acumulou bens valiosos, incluindo ilhas no Caribe e grandes quantias em dinheiro, o que levou a uma análise detalhada de seus registros financeiros e profissionais.
Epstein se destacou por operar com um número restrito de clientes extremamente ricos, como o empresário Leslie Wexner, que lhe concedeu amplos poderes financeiros. Sua mudança para as Ilhas Virgens Americanas também foi crucial para aumentar sua riqueza, aproveitando incentivos fiscais que possibilitaram uma significativa economia em tributos. Além disso, Epstein mantinha relações com instituições financeiras de grande porte e outros bilionários, o que ampliou sua rede de influência.
As investigações em curso buscam entender como Epstein conseguiu sustentar um estilo de vida luxuoso enquanto gerenciava um esquema de tráfico sexual. Após sua morte, mais de US$ 160 milhões foram destinados a acordos com vítimas, mas seu patrimônio remanescente continua sendo substancial. A análise contínua de seus registros financeiros também expõe falhas nos sistemas de fiscalização financeira e a falta de transparência em suas operações.


