Inovação na piscicultura busca salvar a tilápia no Brasil

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

A piscicultura brasileira vive um momento crucial, com a produção de tilápia atingindo mais de R$ 7 bilhões anuais e 600 mil toneladas. O crescimento traz à tona a necessidade de evitar que a espécie se torne invasora. Para isso, pesquisadores da Epamig e da UFMG estão desenvolvendo métodos para garantir que a tilápia não comprometa a biodiversidade dos ecossistemas locais.

O foco está na criação de lotes 100% masculinos e na manipulação cromossômica para produzir peixes estéreis. Essas inovações visam mitigar o risco de reprodução em ambientes naturais, uma preocupação central para a sustentabilidade da piscicultura. Além disso, a modernização das infraestruturas produtivas, como sistemas de recirculação de água, promete aumentar a eficiência e proteger os rios.

Com a ciência como aliada, o Brasil busca equilibrar a produção de tilápia com a preservação ambiental. O objetivo não é extinguir os métodos tradicionais, mas integrar novas tecnologias que garantam a segurança alimentar e o desenvolvimento regional. Assim, a tilápia reafirma seu papel fundamental na aquicultura da América Latina, unindo inovação e responsabilidade ambiental.

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