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Indígenas protestam contra dragagem de rios na Amazônia por Cargill

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Centenas de indígenas iniciaram protestos há duas semanas em frente ao terminal portuário da multinacional Cargill, localizada no Norte do Brasil. Eles se opõem à dragagem e exploração dos rios amazônicos, essenciais para seu modo de vida, visando a exportação de grãos. Os manifestantes exigem a revogação de um decreto assinado pelo governo que prioriza a navegação de carga nos principais rios da Amazônia.

As comunidades indígenas, representadas por líderes como Auricelia Arapiuns e Alessandra Korap, têm alertado sobre os riscos que a expansão portuária representa para o meio ambiente e para seus territórios. O governo, embora reconheça as preocupações, ainda defende a dragagem como necessária para a segurança da navegação. Os críticos, no entanto, argumentam que esses projetos ignoram os compromissos do governo com a proteção ambiental e a consulta às comunidades afetadas.

A situação se agrava com a possibilidade de impactos ambientais severos, conforme apontado pelo Ministério Público Federal, que relaciona a dragagem à liberação de metais pesados nos rios. O protesto destaca a crescente tensão entre o desenvolvimento econômico, especialmente no setor agroindustrial, e os direitos das comunidades indígenas na Amazônia. A luta dos indígenas por seus direitos e pela preservação de seu habitat continua a ser uma questão crítica no cenário atual do Brasil.

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