Cidadãos afetados pela tragédia de Mariana, incluindo lideranças indígenas, buscam justiça em um tribunal britânico após o rompimento da barragem do Fundão em 2015. No dia 14 de novembro, a Justiça do Reino Unido considerou a BHP, uma das responsáveis pelo desastre, culpada por um crime ambiental que resultou na morte de 19 pessoas e afetou a vida de milhares. A audiência, marcada para os dias 4 e 5 de novembro, visa discutir o calendário do julgamento e os documentos necessários para o processo de compensação.
A tragédia, que liberou milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos, impactou severamente a saúde e os meios de subsistência de comunidades locais, especialmente indígenas. A BHP, que já havia alcançado um acordo de indenização de R$ 170 bilhões no Brasil, enfrenta uma nova batalha judicial no Reino Unido, onde os demandantes esperam uma reparação justa. A insatisfação com a Justiça brasileira motivou a busca por reparação no exterior, onde os representantes afirmam que a Justiça britânica é mais eficaz em garantir seus direitos.
Os desdobramentos desse caso podem redefinir o futuro das vítimas e suas comunidades, com um possível aumento significativo nas indenizações a serem recebidas. A pressão sobre a BHP e a responsabilidade pelas consequências do desastre ambiental se intensificam, refletindo uma luta por justiça que se estende por anos. A situação ressalta a necessidade de um sistema judicial que consiga atender às demandas de todos os afetados, especialmente aqueles que ainda buscam reparação após uma das maiores tragédias ambientais do Brasil.


