A Patagônia vive uma crise ambiental em janeiro de 2026, com incêndios florestais que se tornaram os mais intensos dos últimos 23 anos. A província de Chubut, no sul da Argentina, é a mais afetada, com cerca de 60 mil hectares queimados, uma área equivalente a 40% da cidade de São Paulo. Este fenômeno não apenas destrói a vegetação local, mas também gera grandes emissões de carbono.
Os incêndios ainda não foram totalmente controlados, com focos ativos em áreas de difícil acesso. As emissões de carbono alcançaram níveis alarmantes, equivalentes a seis meses da poluição gerada pela cidade de São Paulo. A fumaça compromete a qualidade do ar, colocando em risco o turismo ecológico na região, que é um dos principais destinos na América do Sul durante a alta temporada.
Especialistas apontam que o agravamento da situação é resultado de cortes severos no orçamento destinado ao combate a incêndios florestais na Argentina. Em 2024, o governo reduziu em 80% os recursos do Serviço Nacional de Gestão de Incêndios, o que dificultou o combate aos focos iniciais. Essa diminuição na capacidade de resposta, em um cenário de seca e altas temperaturas, permitiu que as chamas se espalhassem com maior rapidez.


