No quarto trimestre de 2025, a taxa de inadimplência da carteira de crédito do Santander Brasil atingiu 3,7%, um aumento em relação aos 3,2% registrados no mesmo período do ano anterior. Este crescimento ocorre em um cenário de desafios macroeconômicos, com a taxa Selic fixada em 15%, impactando a capacidade de pagamento de consumidores e empresas.
Entre as pessoas jurídicas, a inadimplência subiu de 1,6% para 2,4%, sendo as pequenas e médias empresas as mais afetadas, com uma deterioração significativa para 5,9%. A carteira de crédito de pessoas físicas também apresentou aumento, fechando em 4,6%, em comparação aos 4,3% do ano anterior, com a baixa renda sendo particularmente impactada por um ambiente econômico desafiador.
Além disso, a carteira renegociada do banco alcançou R$ 49,4 bilhões, devido à inclusão de renegociações de operações com atraso inferior a 30 dias. Com a entrada de créditos em atraso somando R$ 6,46 bilhões e um índice de cobertura de 66,4%, a situação financeira do banco e de seus clientes se torna uma preocupação crescente, refletindo a pressão econômica no Brasil.


