Ian McGuire retrata a ganância colonial em White River Crossing

Bianca Almeida
Tempo: 1 min.

O novo romance de Ian McGuire, intitulado White River Crossing, retrata uma expedição colonial no Canadá do século XVIII. A história se passa no Forte Príncipe de Gales, um remoto posto de comércio da Companhia da Baía de Hudson, que foi fundado em 1670 e se tornou um ponto estratégico para a exploração de recursos naturais na região.

McGuire, professor de literatura americana na Universidade de Manchester, é conhecido por suas narrativas que exploram a violência e a brutalidade do imperialismo vitoriano. Em White River Crossing, ele combina elementos de realismo com uma poética sombria, refletindo sobre as aspirações de riqueza que moviam os colonizadores, que buscavam não apenas peles, mas também ouro e prata na vastidão canadense.

Este romance destaca não apenas a exploração colonial, mas também as consequências das ambições desmedidas dos colonizadores. Ao revisitar esse período, McGuire provoca uma reflexão sobre o impacto duradouro das ações humanas no meio ambiente e nas comunidades indígenas, sugerindo que o passado ainda ressoa fortemente no presente.

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