A Hyundai anunciou planos para integrar robôs humanoides em suas fábricas a partir de 2028, mas enfrenta uma forte oposição do sindicato dos trabalhadores na Coreia do Sul. A entidade trabalha para impedir a implementação dessa tecnologia sem um acordo formal que proteja os empregos dos funcionários. O sindicato já alertou sobre a possibilidade de uma paralisação nas linhas de produção se a empresa seguir em frente sem negociações.
O projeto, apresentado na CES 2026, prevê a utilização do robô Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, inicialmente na unidade de Ellabell, na Geórgia, e posteriormente em outras fábricas, incluindo uma em Piracicaba, São Paulo. O sindicato expressou preocupações de que a automação poderia resultar em demissões em massa, uma vez que os robôs poderiam ser mais competitivos em termos de custo e produtividade. A Hyundai, por sua vez, defende que a tecnologia será um complemento às funções humanas, aliviando as tarefas mais pesadas e repetitivas.
O embate entre a montadora e o sindicato ocorre em um contexto de tensões anteriores, com críticas à expansão da produção da Hyundai fora da Coreia do Sul. O vice-presidente da Hyundai Motor Group, Jaehoon Chang, afirmou que a empresa está considerando um modelo em que os humanos treinarão e supervisionarão os robôs. A situação destaca a necessidade de um diálogo contínuo sobre os impactos da automação no mercado de trabalho.

