O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que começou a desconfiar do Banco Master durante os debates sobre a PEC da autonomia financeira do Banco Central. Ele mencionou que a proposta de aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos acendeu sua desconfiança, dado que os R$ 250 mil não eram suficientes para a operação do banco. Em entrevista à rádio BandNews, Haddad afirmou estar perplexo com a gravidade da situação que se desenrolou.
Durante a conversa, Haddad enfatizou que a atual gestão do Banco Central, liderada por Gabriel Galípolo, herdou uma situação complexa. Segundo ele, o banco já havia declarado um patrimônio elevado e distribuído bilhões de reais em CDBs antes da nova administração. O ministro afirmou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi clara: qualquer indício de crime deveria ser reportado às autoridades competentes.
Haddad também manifestou sua preocupação com os possíveis impactos de uma quebra bancária, que poderiam afetar fundos de pensão e ter reflexos tributários. Ele pediu que as investigações avancem para esclarecer o destino dos recursos desaparecidos, ressaltando a importância de recuperar o dinheiro. O ministro considerou a situação extremamente grave e enfatizou a necessidade de responsabilização dos envolvidos.

