O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 10, que é fundamental cuidar do Banco Central, pois a entidade pode ter um impacto positivo ou negativo significativo no governo e no país. A declaração foi feita durante a CEO Conference Brasil 2026, promovida pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Haddad ressaltou que a dívida pública deve ser considerada de forma complexa, afirmando que não é possível contrabalançar os juros reais atuais com qualquer nível de superávit primário. Segundo ele, a redução da dívida durante o governo Bolsonaro esteve relacionada a uma taxa Selic baixa e uma inflação alta, o que, segundo Haddad, teve um papel importante na não reeleição do ex-presidente em 2022.
O ministro também destacou que, apesar da inflação em queda e dos juros nominais estáveis em 15%, o juro real continua a aumentar. Ele fez uma reflexão sobre essa situação, sem a intenção de desmerecer a reputação da autoridade monetária, mas sim para levantar questões pertinentes que qualquer cidadão pode considerar.

