Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica e indicado para a diretoria do Banco Central, publicou um artigo em 2019 onde questiona a eficácia das políticas monetárias heterodoxas. O texto, escrito em coautoria com outros especialistas, discute a ineficácia de taxas de juros muito baixas ou negativas após a crise de 2008 e suas consequências ainda em debate no cenário econômico atual.
Os autores destacam que, embora medidas como os juros negativos e o ‘quantitative easing’ tenham sido implementadas para estimular o crescimento, seus resultados foram aquém do esperado. Mello defende que essas abordagens, por si só, não foram suficientes para eliminar o desemprego ou revitalizar plenamente as economias desenvolvidas. Em vez disso, sugerem que é crucial combinar políticas monetárias com um estímulo fiscal mais robusto para gerar demanda autônoma.
O artigo propõe uma reflexão sobre as consequências das políticas adotadas, que, segundo Mello, resultaram em efeitos colaterais como aumento da desigualdade patrimonial e valorização excessiva de ativos. À luz dessa análise, a discussão sobre a necessidade de um equilíbrio entre as abordagens monetárias e fiscais se torna cada vez mais relevante para enfrentar os desafios econômicos contemporâneos.

