Pep Guardiola, treinador do Manchester City, reafirmou sua posição contrária a conflitos armados durante uma entrevista coletiva na sexta-feira (6), em que foi questionado sobre suas polêmicas declarações. Ele criticou a situação na Palestina, Sudão e Ucrânia, mas também enfrentou críticas do Conselho Judaico da Região Metropolitana de Manchester, que contestou sua intervenção em questões políticas. Guardiola defendeu seu direito de expressar suas opiniões, afirmando que não deveria ser silenciado por sua profissão.
Durante a coletiva, Guardiola destacou a gravidade dos conflitos ao redor do mundo e expressou empatia pelas vítimas, enfatizando que a dor causada por guerras não deve ser ignorada. Ele argumentou que sua posição não deve ser vista como menos relevante simplesmente porque é um treinador de futebol. Essa defesa da liberdade de expressão gerou reações mistas, com pessoas sugerindo que ele deveria se concentrar apenas no esporte.
O desdobramento dessas declarações poderá impactar a imagem de Guardiola e sua relação com a imprensa e os torcedores. O treinador já havia participado de eventos em defesa da Palestina e sua postura pode influenciar o discurso sobre a responsabilidade social de figuras públicas no esporte. Com a crescente polarização sobre questões políticas, a posição de Guardiola ilustra o dilema enfrentado por muitos atletas e treinadores que se sentem compelidos a se manifestar sobre temas sociais urgentes.


