No último domingo, 1º de fevereiro de 2026, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial, acumulando dívidas que chegam a R$ 4 bilhões. A crise se agravou após uma tentativa de compra do Banco Master, que resultou em severos danos à reputação da holding e à sua liquidez. Com a situação, as ações da divisão de alimentos do conglomerado sofreram uma queda de mais de 20% na segunda-feira, 2 de fevereiro.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor começou como uma empresa de soluções tecnológicas e se diversificou ao longo dos anos, operando em setores como energia, real estate e finanças. A tentativa de aquisição do Banco Master provocou especulações que prejudicaram a imagem da organização, levando a bloqueios de ativos e uma possível reavaliação de suas estratégias de mercado. Além disso, a liquidação do banco ocorreu rapidamente após o anúncio da proposta, complicando ainda mais a situação financeira da holding.
As implicações dessa crise podem ser significativas para o mercado financeiro nacional, uma vez que o Grupo Fictor possui investimentos em diversos setores. O desfecho da recuperação judicial poderá determinar o futuro da empresa e de seus milhares de funcionários. O cenário atual também levanta questões sobre a regulação do setor bancário e a responsabilidade das instituições envolvidas em negociações de grande porte.

