O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que a Polícia Federal inicie uma investigação sobre uma possível espionagem promovida pelo governo de Pernambuco contra membros da prefeitura do Recife, sob a liderança de João Campos. O despacho foi expedido na última sexta-feira e menciona suspeitas de uma ‘operação clandestina’ que teria como alvo aliados do prefeito, incluindo seu secretário de Articulação Política e Social e seus familiares.
A decisão de Mendes surge em meio a alegações de que a Polícia Civil de Pernambuco, sob a gestão de Raquel Lyra, teria realizado um monitoramento indevido, utilizando tecnologia de vigilância para rastrear indivíduos ligados à prefeitura. A denúncia ganhou força após uma reportagem revelar que um dispositivo de rastreamento foi colocado no carro de um assessor da prefeitura, levantando questões sobre a legalidade e a ética da ação policial.
Gilmar Mendes enfatizou que o uso de instrumentos de vigilância para fins políticos, sem supervisão judicial, representa uma grave violação dos direitos fundamentais. A investigação pode ter implicações significativas nas relações políticas em Pernambuco, especialmente com o confronto eleitoral entre Raquel Lyra e João Campos se aproximando, ambos buscando apoio do governo federal na disputa.

