Ghislaine Maxwell pede indulto a Trump para depor no Congresso dos EUA

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Jeffrey Epstein, recusou-se a responder perguntas do comitê do Congresso dos Estados Unidos, que investiga os vínculos do falecido criminoso sexual com figuras poderosas. Contudo, ela afirmou estar disposta a depor se o presidente Donald Trump lhe concedesse um indulto. A audiência, realizada em formato fechado e por videoconferência, ocorreu enquanto novos documentos do caso Epstein eram divulgados.

Maxwell, que cumpre uma pena de 20 anos por tráfico sexual de menores, invocou a Quinta Emenda, que garante o direito de não se autoincriminar. O advogado de Maxwell afirmou que ela está disposta a prestar esclarecimentos, caso receba o indulto. O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, James Comer, comentou que a recusa de Maxwell era esperada, dada sua situação legal.

O Departamento de Justiça dos EUA abriu os arquivos não censurados de Epstein, atendendo a uma nova lei de transparência que exige a divulgação de documentos relacionados ao caso. No entanto, preocupações foram levantadas sobre a supressão de nomes de figuras proeminentes, com parlamentares questionando essa censura. Bill Clinton e Hillary Clinton devem depor sobre seus laços com Epstein, enquanto Trump, amigo de Epstein, não foi convocado para depor.

Compartilhe esta notícia