Milhares de pessoas se reuniram neste sábado nos arredores da mesquita xiita de Islamabad, que foi alvo de um ataque na véspera, atribuído a jihadistas do grupo Estado Islâmico. Durante o funeral, que homenageou algumas das 31 vítimas fatais, atiradores de elite e policiais garantiram a segurança do local. O ataque deixou também 169 feridos, sendo considerado o mais letal na capital paquistanesa desde setembro de 2008.
O suposto autor do ataque, que detonou explosivos na entrada da mesquita, foi identificado como sendo de Peshawar. Informações de segurança indicam que ele foi detido antes de cometer o ato, mas conseguiu acionar os explosivos enquanto um cúmplice disparava contra os voluntários que protegiam o local. Prisões relacionadas ao suspeito foram realizadas, incluindo a detenção de familiares.
Moradores de Islamabad e familiares das vítimas expressaram seu luto e indignação, chamando a atenção para a repetição de ataques contra a comunidade xiita, que representa entre 10% e 15% da população do país. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenaram o ataque e pediram justiça para os responsáveis, destacando a necessidade de proteção a todos os cidadãos, independentemente de sua fé.

