Nesta segunda-feira (2), as ações da Fictor Alimentos (FICT3) despencaram mais de 20% na Bolsa de Valores (B3), após a revelação de que a holding entrou com um pedido de recuperação judicial devido a dívidas que somam R$ 4 bilhões. Esta é uma das quedas mais significativas enfrentadas pela empresa nos últimos meses, com um recuo acumulado de 45,19% apenas em janeiro. Durante a manhã, as ações chegaram a valer R$ 0,77, embora tenham apresentado leve recuperação posteriormente, sendo negociadas a R$ 0,80.
O pedido de recuperação judicial foi protocolado no último domingo (1) e decorre, em parte, da perda de liquidez enfrentada pela Fictor após tentativas de aquisição do Banco Master, que culminaram em sua liquidação extrajudicial. Essa situação gerou especulações negativas que afetaram a imagem da holding e contribuíram para a erosão de seu valor de mercado. Nos últimos seis meses, a FICT3 já acumula uma queda superior a 75%, evidenciando a gravidade da crise pela qual a empresa passa.
A recuperação judicial representa um esforço da Fictor para reestruturar suas operações e renegociar suas dívidas, mas os desafios são significativos diante da crise de liquidez e da reputação abalada. O futuro da empresa dependerá da capacidade de implementar um plano eficaz de recuperação e da reação do mercado a essas medidas. A situação da Fictor Alimentos é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitas empresas no cenário econômico atual.

