A Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) anunciou que a proposta de reajuste salarial para os servidores do Legislativo, apresentada em 4 de fevereiro de 2026, pode fragilizar a reforma administrativa em andamento. O projeto visa aumentar os salários, mas especialistas apontam que tal medida representa um retrocesso nas iniciativas de contenção de despesas do governo.
A análise da FGV Ibre destaca que o reajuste pode gerar um efeito cascata, incentivando outras categorias a reivindicar aumentos semelhantes. Isso pode resultar em um aumento considerável das despesas públicas, tornando a reforma administrativa ainda mais desafiadora. Os especialistas ressaltam que a situação exige atenção, uma vez que a sustentabilidade fiscal do país pode ser ameaçada.
Diante desse cenário, as implicações da proposta de reajuste podem se estender além do Legislativo, afetando a confiança do mercado e a capacidade do governo de implementar reformas essenciais. Com a situação fiscal já delicada, a aprovação do projeto pode dificultar a recuperação econômica. Portanto, o debate em torno dessa proposta se torna cada vez mais urgente, exigindo uma análise cuidadosa por parte dos legisladores.


