O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou, nesta terça-feira (10), um pacote emergencial para recompor o caixa após o impacto financeiro provocado pela liquidação do Banco Master. A meta é fortalecer a liquidez do fundo já nos primeiros meses do ano, diante do volume elevado de recursos mobilizados para cobrir credores da instituição.
A estratégia envolve a antecipação de contribuições que os bancos fariam ao longo dos próximos anos, com a ideia de adiantar o equivalente a cinco anos de aportes ao fundo, divididos em três parcelas mensais. Além disso, há discussões sobre a possibilidade de elevar temporariamente o valor das contribuições mensais ao FGC, com ajustes que podem variar entre 30% e 60% por um período mínimo de cinco anos.
Até o momento, o fundo já desembolsou cerca de R$ 36 bilhões de um total superior a R$ 40 bilhões previstos para ressarcir credores do Banco Master. O cronograma ainda prevê novos adiantamentos e a possibilidade de direcionar parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista para reforçar o caixa do fundo, uma medida que depende da autorização do Banco Central do Brasil.

