Feminicídio no Rio: mulher é morta mesmo com medida protetiva

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Na mesma data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, uma mulher foi assassinada no Rio de Janeiro. Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 25 anos, foi abordada e morta pelo ex-marido armado a poucos metros de seu local de trabalho, no bairro de Quintino. O crime, ocorrido em plena luz do dia, foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram a rápida discussão entre a vítima e o agressor antes do disparo fatal.

As investigações revelaram que Amanda e o autor do crime, que já havia sido condenado por homicídio em 2019, estavam separados há quatro meses após um casamento de sete anos. Apesar da medida protetiva em vigor, o agressor desrespeitava constantemente a ordem judicial e perseguia a vítima. Neste contexto, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou mais de 71 mil casos de violência doméstica contra mulheres em 2025, refletindo a gravidade do problema no estado.

O pacto assinado por Lula visa coordenar esforços entre os Três Poderes para combater a violência contra mulheres no Brasil. Essa tragédia ressalta a urgência de medidas efetivas para proteger as vítimas e garantir que as leis sejam respeitadas. A luta pela defesa das mulheres, conforme enfatizado no decreto, envolve não apenas as mulheres, mas toda a sociedade, refletindo uma mudança necessária nas dinâmicas de gênero no país.

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