Em janeiro, muitos filhos adultos retornam das férias e notam sinais de declínio na saúde de seus pais idosos, como esquecimentos ou cuidados inadequados. Esse fenômeno, denominado ‘susto das férias’, traz à tona preocupações sobre demência e a necessidade de um diálogo aberto sobre o futuro. Contudo, a inação decorrente do medo de abordar o tema pode resultar em dificuldades médicas e financeiras para toda a família.
No Brasil, anualmente, cerca de 100 mil pessoas acima de 55 anos são diagnosticadas com Alzheimer, somando 1,2 milhão de afetados. Apesar do medo, é crucial que as famílias conversem sobre as condições de saúde, pois o silêncio pode comprometer a autonomia dos idosos em momentos críticos. A cultura que ainda considera o planejamento do fim da vida um tabu precisa ser superada, uma vez que o diálogo pode prevenir decisões difíceis e indesejadas no futuro.
Planejar os cuidados dos pais enquanto ainda há lucidez é uma maneira de honrar suas vontades e direitos. Ignorar essa necessidade pode levar a consequências emocionais e financeiras graves, como a falência devido aos altos custos dos cuidados de longa duração. Portanto, é fundamental que as famílias encarem essas conversas, assegurando um cuidado respeitoso e digno para seus entes queridos.


