Exilados da Awami League articulam retorno político em Bangladesh a partir da Índia

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

À medida que Bangladesh se prepara para as primeiras eleições desde a fuga da primeira-ministra Sheikh Hasina para a Índia, membros da Awami League exilados em Kolkata acreditam que ela pode retornar como uma heroína. No entanto, em seu país, ela é vista como fugitiva e enfrenta sérias acusações, incluindo crimes contra a humanidade e assassinato. A situação é tensa, pois a opinião pública ainda é marcada pela revolta que a forçou a deixar o país há mais de 16 meses.

Os exilados se reúnem em centros de compras lotados em Kolkata, onde discutem estratégias para um possível retorno ao poder. O ambiente descontraído contrasta com os eventos sangrentos que marcaram a saída de Hasina, quando protestos massivos resultaram em uma repressão violenta, deixando quase 1.400 mortos, conforme relatórios da ONU. Apesar das dificuldades, esses políticos acreditam que a situação política em Bangladesh pode mudar a seu favor.

Caso Sheikh Hasina retorne ao país, sua chegada pode gerar reações polarizadas entre os apoiadores e opositores. A possibilidade de um retorno glorioso está entre as esperanças dos exilados, mas também levanta questões sobre a estabilidade política e a segurança em Bangladesh. O desfecho dessa trama política será crucial para o futuro do país e para a Awami League, que busca reconquistar a confiança popular após um período conturbado.

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