Um estudo recente revela que o consumo excessivo de sal não só eleva a pressão arterial, mas também contribui para a aterosclerose, uma condição que pode levar a sérios problemas cardiovasculares. A pesquisa, publicada no periódico Nutrients, destaca que o alto teor de sal na dieta prejudica a elasticidade dos vasos sanguíneos e favorece a inflamação, aumentando o risco de infarto. Especialistas apontam que o Brasil, com uma média de 12 gramas diárias, está muito acima da recomendação da Organização Mundial da Saúde, que é de 5 a 6 gramas.
O estudo, que envolveu cientistas de universidades da Polônia e da Austrália, também menciona que o excesso de sal pode causar disbiose intestinal, afetando a microbiota e contribuindo para o acúmulo de gordura nos vasos. Nutricionistas sugerem a adoção de alternativas ao sal, como ervas e especiarias, para temperar os alimentos. A reeducação do paladar é vista como um passo essencial, pois a redução gradual do sal pode inicialmente tornar os pratos menos saborosos, mas é fundamental para a saúde a longo prazo.
A conscientização sobre os perigos do excesso de sal deve ser acompanhada de uma mudança nos hábitos alimentares, incluindo a diminuição do consumo de produtos ultraprocessados e industrializados. Além disso, a prática de atividades físicas e o controle do estresse são recomendados para complementar a prevenção de doenças cardiovasculares. Com informações claras sobre o teor de sódio nos rótulos dos alimentos, os consumidores podem fazer escolhas mais saudáveis e proteger sua saúde cardiovascular.

