A Polícia Federal prendeu Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, nesta terça-feira, 3, ao retornar de uma viagem aos Estados Unidos. A detenção ocorreu no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e foi motivada por suspeitas de obstrução das investigações relacionadas a fraudes no Banco Master, incluindo a destruição de provas e a manipulação de documentos.
As investigações iniciaram com a Operação Barco de Papel, que apura irregularidades nos investimentos do fundo de aposentadorias no Banco Master. Na fase anterior da operação, a PF realizou buscas na residência de Deivis em Botafogo, no Rio de Janeiro, onde apreendeu dinheiro, documentos e bens. A defesa do ex-presidente alega que está em busca de mais informações para se manifestar sobre as acusações.
A estratégia da PF incluiu monitorar Deivis em sua viagem de volta, optando por interceptá-lo na estrada, em vez de no aeroporto. A ação foi realizada com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e visou garantir que não houvesse possibilidade de destruição de mais evidências, em um contexto de crescente preocupação com a manipulação de provas e blindagem patrimonial durante as investigações.

