O ex-ministro do governo britânico, Peter Mandelson, anunciou sua renúncia ao cargo vitalício na Câmara dos Lordes, após o surgimento de investigações relacionadas ao vazamento de informações sensíveis ao magnata americano Jeffrey Epstein. A decisão veio à tona em 3 de fevereiro de 2026, quando novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA revelaram a extensão da relação entre Mandelson e Epstein, incluindo transações financeiras envolvendo seu marido brasileiro.
Os documentos indicam que Mandelson, que atuou como secretário de Negócios entre 2007 e 2010, teria compartilhado informações confidenciais durante a crise financeira de 2008. Além de e-mails reveladores, o escândalo inclui pagamentos de Epstein para financiar um curso de osteopatia do marido de Mandelson, totalizando cerca de 10 mil libras. A polícia de Londres já abriu uma investigação por suspeitas de má conduta em cargo público, levando a uma crescente pressão política sobre o ex-ministro.
O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou que está em andamento um processo para cassar o título de lorde de Mandelson, uma medida incomum desde a Primeira Guerra Mundial. A situação também gerou repercussão na União Europeia, onde a Comissão Europeia analisará possíveis violações de normas de conduta por parte do ex-comissário europeu. O escândalo, que envolve questões de ética e segurança pública, promete desdobramentos significativos na política britânica e nas relações da União Europeia com o Reino Unido.


