Um estudo realizado pelo Karolinska Institutet, na Suécia, sugere que meninas podem ter a mesma probabilidade de serem autistas que meninos, embora os meninos sejam diagnosticados até quatro vezes mais frequentemente durante a infância. A pesquisa, publicada em 2 de abril de 2026, acompanhou 2,7 milhões de indivíduos nascidos na Suécia entre 1985 e 2020, revelando que as taxas de diagnóstico são quase iguais até os 20 anos.
Os resultados desafiam a percepção tradicional de que o autismo é significativamente mais comum em meninos. Com apenas 2,8% dos participantes diagnosticados com autismo entre as idades de dois e 37 anos, o estudo indica que a subdiagnose entre meninas pode ser um problema, levando a uma compreensão incompleta do transtorno em relação ao gênero.
As implicações dessa pesquisa são profundas, pois sugerem que profissionais de saúde devem estar mais atentos ao diagnóstico de autismo em meninas. Isso pode levar a mudanças nas abordagens de diagnóstico e tratamento, garantindo que todas as crianças, independentemente do gênero, recebam a atenção adequada para suas necessidades de saúde mental.


