Um estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade da Califórnia em Berkeley, Aruna Ranganathan e Xingqi Maggie Ye, aponta que o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa no ambiente de trabalho pode aumentar o risco de burnout entre os funcionários. A pesquisa, que acompanha os efeitos da IA em uma empresa de tecnologia nos Estados Unidos, indica que os trabalhadores estão assumindo responsabilidades de outras funções e realizando múltiplos projetos simultaneamente, o que resulta em uma sobrecarga mental.
As pesquisadoras descobriram que, apesar das expectativas de aumento de produtividade, os trabalhadores estão se sentindo mais sobrecarregados e exaustos. A facilidade proporcionada pela IA para iniciar novas tarefas reduziu as pausas e fez com que muitos realizassem pequenos trabalhos durante momentos que deveriam ser de descanso. Isso tem gerado uma sensação de pressão constante e a dificuldade de se desconectar do trabalho.
Para enfrentar essa problemática, Ranganathan e Ye sugerem a implementação de boas práticas, como a realização de pausas regulares, a organização das tarefas e a definição de limites claros para o uso das ferramentas de IA. Assim, é possível promover um ambiente de trabalho mais saudável e sustentável, evitando a exaustão dos funcionários.

