Uma pesquisa recente da Norton indica que 63% dos brasileiros que utilizam aplicativos de namoro estariam dispostos a ter um encontro com inteligência artificial. Essa disposição surge em resposta ao desgaste dos métodos tradicionais de relacionamento, frequentemente marcados por experiências frustrantes como o ‘ghosting’ e conversas superficiais. O fenômeno destaca a busca por maior certeza e conexão emocional em um cenário de solidão crescente.
O estudo revela que 82% dos entrevistados se sentem solitários, um número que sobe para 90% entre os jovens da Geração Z. Para essa faixa etária, a interação virtual não é apenas uma opção, mas se torna a principal forma de estabelecer vínculos. Além disso, 39% dos participantes afirmam que poderiam desenvolver sentimentos por uma inteligência artificial, evidenciando a dissolução das barreiras entre o real e o digital.
Com essa nova perspectiva, os chatbots estão se transformando em ‘terapeutas de bolso’, com 61% dos entrevistados preferindo compartilhar suas preocupações amorosas com algoritmos em vez de amigos ou familiares. À medida que plataformas como Tinder e Bumble aprimoram seus serviços, a tendência sugere um futuro onde o ‘par perfeito’ pode ser encontrado em linhas de código, desafiando a definição tradicional de relacionamentos humanos.

