Um levantamento da Academia Internacional de Direito Humanitário e Direitos Humanos de Genebra aponta que o direito internacional humanitário está em um ponto crítico de ruptura, com mais de 100.000 civis mortos e um aumento alarmante em casos de tortura e violência sexual. O estudo, publicado no jornal britânico The Guardian, analisa 23 conflitos armados nos últimos 18 meses e revela que 18.592 crianças foram mortas em Gaza, enquanto a guerra na Ucrânia também apresenta um aumento significativo no número de vítimas civis.
O relatório, intitulado War Watch, critica a falta de esforços internacionais para conter tais violações, destacando que os crimes de guerra estão sendo cometidos com impunidade. Segundo a pesquisa, as graves violações do direito internacional humanitário foram amplificadas, levando o autor principal, Stuart Casey-Maslen, a alertar que as inações atuais podem resultar na completa extinção do direito humanitário. A situação exige uma resposta política urgente para abordar a impunidade generalizada.
Além de propor restrições na venda de armas e no uso de tecnologias bélicas, o estudo enfatiza a importância de garantir que todos os países cumpram as Convenções de Genebra. O levantamento é um contraponto às alegações de que conflitos estão sendo resolvidos, evidenciando que a realidade é bem diferente, com um aumento contínuo de atrocidades e um cenário de impunidade que deve ser urgentemente enfrentado pela comunidade internacional.

