A Eletronuclear, empresa estatal responsável pelas usinas nucleares de Angra 1 e 2, está em negociações com a Caixa Econômica Federal para suspender os pagamentos de uma dívida que totaliza R$ 3,8 bilhões até o final de 2026. Essa medida é considerada vital para evitar um colapso financeiro, uma vez que a estatal não consegue arcar com parcelas mensais de aproximadamente R$ 70 milhões.
A proposta inclui a interrupção tanto do pagamento do principal quanto dos juros, com esses valores sendo incorporados ao saldo devedor posteriormente. A continuidade dessa renegociação depende também da autorização do Tesouro Nacional, já que a União garante o contrato. A situação financeira da Eletronuclear se agravou, e a falta de um posicionamento claro do governo sobre o futuro da usina Angra 3 complicou ainda mais as negociações com as instituições financeiras.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou preocupação com a situação da Eletronuclear, que buscou um aporte direto de R$ 1,4 bilhão da União, sem sucesso. O governo enfrentará uma decisão crucial: investir cerca de R$ 24 bilhões para concluir Angra 3 ou encerrar o projeto, o que poderia resultar em significativas consequências para as contas públicas e a política energética do Brasil. A indecisão sobre o futuro da usina, que está há décadas em construção, aumenta o risco fiscal associado à estatal.

