O presidente nacional do PT, Edinho Silva, voltou a defender o avanço das investigações sobre o caso do Banco Master. Ele afirmou, no entanto, que a investigação não deve ser partidarizada. “A investigação tem que ser feita. O que nós somos contra é a politização das investigações, a partidarização das investigações, transformar investigações em instrumento de luta política. Isso não pode acontecer”, destacou Silva a jornalistas na Câmara, após sessão solene em comemoração aos 46 anos do partido.
Além de enfatizar a importância da investigação, Silva também abordou a necessidade de discutir a revisão da autonomia do Banco Central. Isso ocorre apesar da declaração do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que afirmou não ter intenção de pautar o tema. “A gente pode pedir reformas, mudanças, para que o sistema financeiro esteja mais em sintonia com os desejos da sociedade, mas negar que ele tem credibilidade, que ele funciona, seria um erro”, completou.
A fala de Edinho Silva sublinha a proposta de um debate mais amplo sobre as instituições financeiras e a política, ao mesmo tempo em que busca evitar que as investigações sejam usadas como ferramentas políticas. Sua atitude sugere um esforço para separar as questões partidárias das investigações em andamento, promovendo uma abordagem mais focada na transparência e na efetividade das instituições.

