Draghi: Europa deve se unir para enfrentar ameaças globais e se fortalecer

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Em um discurso na Universidade de Leuven, na Bélgica, nesta segunda-feira, 2, Mario Draghi, ex-primeiro-ministro da Itália e ex-presidente do Banco Central Europeu, afirmou que a ordem econômica mundial atual está ‘morta’. Ele instou a Europa a superar suas divisões e a se tornar uma ‘potência real’ para responder às ameaças dos Estados Unidos e da China, destacando a importância da unidade no continente.

Draghi alertou que a fragmentação política na Europa serve aos interesses dos EUA, que, segundo ele, estão explorando essa divisão para sua vantagem. Ele mencionou que a maioria dos europeus acredita que a União Europeia deve garantir sua própria defesa sem depender do apoio americano, refletindo um desejo crescente de autonomia em questões de segurança e defesa. Além disso, Draghi enfatizou que a transformação da Europa em uma potência requer uma transição de confederação para federação, para que possa preservar seus valores e interesses.

As declarações de Draghi ocorrem em um contexto de crescente tensão internacional, onde a dependência europeia dos EUA se torna cada vez mais problemática. Com as recentes pesquisas indicando que a maioria dos europeus vê Donald Trump como um inimigo e deseja uma defesa autônoma, as palavras de Draghi podem ser um chamado à ação para que a Europa reavalie sua posição no cenário global. Se a Europa não agir, corre o risco de se tornar uma região desindustrializada e subordinada às potências maiores, o que pode ter consequências significativas para sua futura relevância política e econômica.

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