Na manhã desta terça-feira, 3, o dólar cai no mercado à vista, influenciado por um clima de maior apetite por risco no exterior e a atenção a dados econômicos locais, como a ata do Copom e a produção industrial. O real se valoriza em sintonia com outras moedas emergentes ligadas a commodities, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa ativamente do debate econômico com suas declarações.
A produção industrial brasileira registrou uma queda de 1,2% em dezembro em relação a novembro, superando a expectativa de uma diminuição de 0,5%. Apesar de uma leve alta anual de 0,4%, os resultados ainda estão abaixo das previsões do mercado, refletindo um cenário desafiador. O Copom, por outro lado, sinalizou que pretende iniciar cortes na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, em sua próxima reunião, embora a magnitude e a duração dos cortes dependam de futuras projeções e dados econômicos.
Além disso, o ministro Haddad anunciou novas indicações para o Banco Central, que estão pendentes de confirmação pelo presidente. No setor corporativo, a Embraer firmou um acordo significativo com a Virgin Australia, enquanto a Azul busca reestruturação sob o Chapter 11 nos EUA. O governo federal também está se movimentando para liberar R$ 4 bilhões em empréstimos para companhias aéreas, indicando um esforço para estabilizar o setor durante este período de incertezas econômicas.

